
Mulheres na visão da Rita Lee
Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até porque elas são desarmadas pela própria natureza: Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.
Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.
São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.
Nem toda feiticeira é corcunda.
Nem toda brasileira é só bunda.
Rita Lee
Escrito por Vivian às 17h59
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Escrito por Vivian às 02h36
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Hoje abro-te o meu coração. Pois sem o teu, ele é-me inútil… não bate como deve ser… por si só seria incapaz de me fazer acelerar o sangue nas veias. Descobriu, talvez um pouco a custo, que só quando te procura encontra o rítmo certo para pulsar dentro do meu peito e que só quando bate ao compasso do teu é capaz de encontrar o caminho para casa…e o bálsamo para os pequenos arranhões que ele sofre...
Não vais ouvir-me dizer que o amor é um mar de rosas. Só quem nunca viveu uma história consegue ser tão ingênuo. Sim, seria talvez melhor acreditar que o romance é imune a desencontros… Mas ambos sabemos que não é assim… Nem sequer o amor consegue evitar cair em rotinas e até ele magoa de vez em quando e dói tanto mais porquanto lhe abrimos as portas da alma de par em par na ânsia de nos expormos por completo, tornando-nos totalmente vulneráveis…
Mas, sabes que mais? Eu quero mais e mais deste amor que partilho contigo. Vale a pena só pelo privilégio de poder encostar o meu ouvido ao teu coração e ouví-lo tocar as notas do meu nome…
Porque é assim que ele faz, não é verdade?
Escrito por Vivian às 00h59
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