Cobría-nos um manto de mar e de céu...
Nas gargantas tremia-nos a vontade de um beijo um abraço,
A paisagem era sol e a estação , a dos aromas das areias a dançar
por entre as ervas das dunas ao som da brisa morna de uma manhã feliz...
Não há jardins na beira do mar, mas tu viste-me flor a desabrochar
e nas palavras que eu não disse ouviste a minha alma a cantar...
Soubeste, então ser sonho e mãos e beijos...
Soubeste ser maré e corrente e barco no mar...
Soubeste ser da cor do sol poente e eu quis saber nascer em ti, mulher luar...
Não sei onde acaba, agora, a tua pele e começa o meu corpo...
Não sei onde terminam os teus beijos e começam os meus lábios...
Não sei onde o teu caule sou eu já a abrir em flor...
Sei apenas que gosto de permanecer em ti
e que só sei chamar-te de meu sonho!