
Por problemas técnicos...
Mas o Meu Mundo continuará ativo em outro endereço, onde espero recebê-los com a alma e coração abertos.
Este é o meu novo endereço, onde continuarei a deixar meus passos de sonhos e poesias que enfeitam meu caminhar...
cliquem no link abaixo, e venham comigo...
http://mundomagicodavivian.blig.com.br
Escrito por Vivian às 05h05
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Conte-me uma estória.
Pediu ela enquanto recuperava o fôlego
depois dos corpos saciados
em aventuras muito além da pele
e dos orgasmos.
Ah! conheces a estória.
Disse ele enquanto passeava os dedos
pelo ventre dela que ondulava devagar,
depois de ter sido todas as mulheres
que quisera ser.
Conheço, pensou ela, demorando as carícias
que adoçavam a pele dele, sob o vermelho
de suas delicadas unhas.
Conheço o teu imaginário, que é o meu.
Seríamos corpos e fantasias.
Ela é a minha amiga como amante,
tu és o meu amante como amigo.
E sei que sonhas com a outra de mim,
com a sua pele na minha, quatro pés
insinuantes, dois corpos redondos
e mornos, unidos em aromas e texturas iguais,
duas bocas de mulher coladas
num espelho paralelo.
Duas de mim
Três de nós
O número perfeito
Aguçando as fantasias...
Escrito por Vivian às 20h19
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Deus pede estrita conta do meu tempo,
e eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta, falta o tempo,
o tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós que tendes tempo, sem ter conta!
Não gastei vosso tempo em passatempo,
cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
quando o tempo chegar, de prestar conta,
chorarão, como eu, o não ter tempo.
Frei Antònio das Chagas, Meados do século XVII
Escrito por Vivian às 00h50
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Vem comigo nesse sonho por um dia ou por um ano... Importa é não perder os passos dessa dança louca que vivemos.
Abraça-me... Esquece a eternidade, ela é agora desfrute desse sonho que é só nosso não digas nada, não é preciso nossos olhos falarão por nós.
Abraça-me... Dança comigo só mais um pouquinho Depois, o tempo...
Ah! O tempo cuidará de nós. Por ora, vem...
Abraça-me nesta dança
Ao som da chuva que cai...
Escrito por Vivian às 23h58
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minha vida é fracionada
em gotas de bem viver...
são escolhas coerentes
que fazem o meu prazer...
Escrito por Vivian às 01h23
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Seria injusto não falar da menina vestida de céu e de seus temporais. Pelo caminho de laranjeiras floridas percorre sem pressa alguma a estrada que à leva ao cenário intempestivo de uma cidade de luzes. Clarões se abrem em câmera lenta, fotografando o mundo, fazendo com que ela abra os braços, teimando em abraçar a terra, e resgatar indiferente a melancolia da alma. Folhas de outras estações rodopiam ao vento, caindo ao chão feito promessas de beijos semeados em terra profunda, encurtando a distância entre o azul escuro bordado de luzes e as raízes que a prendem na terra. A menina do fim da estrada, não fechou as janelas, nem trancou as portas, apenas esperou docemente..."que espetáculo dos deuses não tivesse fim." E sentou-se no anfiteatro do céu, querendo ser carregada na torrente de vento porque era atraída por ela, como se uma força invisível a impelisse a caminhar sobre seus medos, e ir ao encontro do destino das aves que migram buscando verões.. A menina feito temporal e ventania continuou a tecer um fio de luz, no sorriso sincero de quem espera ser feliz...
Escrito por Vivian às 02h00
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corais poéticos
...sob os pés
ter o previlégio de andar em poemas,
pisar macio em um mundo feito de poesia...
...na dança das ondas, versos nos lábios,
palavras como corais...
por momentos vivo a realidade
como se verdade fosse para sempre....
foi num entardecer, que a poesia se fez em mim...
lágrimas emocionadas como palavras soltas...
sonhos na alma...
sorrisos no coração...
Escrito por Vivian às 14h38
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o poeta crê que nada crê o poeta não vive sonha em como se vive o poeta não sente a sí abnega-se do mundo
para descrever o sentimento humano o poeta escreve em linha tortas enquanto o relógio marca as horas horas de nascer, beber, comer, distrair,
chorar, esquecer. o poeta é a solitária engasgando-se entre palavras, criando rimas perfeitas, perfeitas para o mundo imperfeitas para sí, porque jamais o poeta soube o que é viver além das escadas da sua prisão...
Escrito por Vivian às 18h24
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Um pouco de aprendizado espiritual...
"Assim como uma doença pode surgir devido ao excesso de peso físico, uma alma que esteja pesada desenvolve doença espiritual. Ganhamos peso quando ouvimos e falamos coisas inúteis.
Da mesma forma que o peso do corpo reduz nossa agilidade para correr e escalar, o peso da mente nos torna cansados e incapazes de superar obstáculos.
Se para perder peso físico temos que fazer exercícios, para nos sentirmos leve, temos que exercitar a alma através da meditação.
Adotando este hábito diariamente, então, em vez de apenas correr, conseguiremos dar grandes saltos.
Pois a alma leve, nos faz tranquilos em toda e qualquer circunstância da vida."
Escrito por Vivian às 16h13
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Oceano
Diariamente o escritor olhava o mar do terraço e observava a mulher
que entrava água dentro vestida e sorridente.
“- É louca -” pensava.
Depois mergulhava nos seus escritos e na sucessão de dias iguais
e monótonos sentindo o tempo escoar-se a conta gotas. Num momento em que o tédio se tornou insuportável e a insatisfação
o invadiu uma vez mais, caminhou até ao areal, olhou a imensidão azul e,
quase instintivamente entrou no mar sem tirar roupas e sapatos. O choque da água gelada acordou-o. Descobriu então que jamais esqueceria aquele banho,
diferente dos outros todos, em que não respeitara as convenções
mas que o acordara. Por magia percebeu que até aí se limitara a passar pela vida
e a fazer o correto, o certo...o que os outros esperavam dele. E, serenamente, decidiu começar a viver a sentir intensamente
as coisas pequenas.
Mergulharia nas águas revoltas uma e outra vez.
E, quando lhe chamassem louco saberia sorrir,
como só os loucos felizes o sabem fazer...
Escrito por Vivian às 00h59
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Quando Um Rio Pára
Hoje o Mar estava triste Ausente da areia Escondido das marés Perdido no teu olhar
Distância
Na espera de outra vaga Que tarda em vir O vento transporta o eco De uma prece murmurada A sós
"Por favor, não pares Quando um rio pára O Mar fica mais pobre"
Escrito por Vivian às 00h02
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Sopro
Vem Fala-me na ternura dos teus olhos No teu sorriso doce Fala-me das minhas mãos no teu corpo Das tuas ondas Marés que sinto nos meus lábios sedentos Fala-me com o calor de um beijo Sentido em mim Como um sopro de vida Como os campos de flores Que acordam ao nascer do Sol Conta-me segredos no meu corpo Areia sedente da tua água Fala-me no coração Mas não fales do amor Deixa-o descansar No berço do nosso encanto Hoje o amor somos nós Sem palavras Em sentidos Sós
Escrito por Vivian às 02h41
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Tinha um simples saco de tecido tão macio como a sua pele. Todos sabiam que dentro do saco havia estrelas das mais diversas formas, cada uma com um nome, cada uma mais brilhante do que a outra. Também os olhos as guardavam. Brilhavam mais que o saco cheio. Olhava o céu na esperança de as ver para contar a sua história e de lhe aquecer o coração. E cada estrela era mais um dia para viver. Guardava-as na esperança de adiar a eternidade. E ele sonhava com estrelas que o rodiavam, até que uma lhe contou que a eternidade é cada ser que a constrói e as estrelas apenas ajudam a ver o caminho. E a partir daí durante a noite abria o saco, tirava uma mão cheia de estrelas cada vez mais incandescentes e mandava-as ao ar enquanto respirava a sua liberdade. E adormecia ao vê-las brilhar no céu...
...assim sou eu, amante da lua, amiga das estrelas, minhas melhores confidentes, pois sei que me "ouvem", e me entendem sem julgar...
Escrito por Vivian às 14h22
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Dia...gnóstico
Você vai ter tudo o que precisa, diz-me uma mulher
que não conheço, na fila do mercado.
Você é uma alma boa, a vida vai correr-lhe bem,
afirma-me um mendigo a quem deixo algum agrado
em forma de moedas.
Acredite que é possível e mude a sua vida, anuncia-me
o horóscopo na voz possante do locutor no rádio do carro.
E eu, por gostar de seguir as minhas próprias intuições,
fico a pensar , que pouco a pouco, com muita paciência
e persistência, tenho seguido o meu caminho, este mesmo
que construo enquanto sigo em frente, levando-me até
onde meu olhar alcança...
Escrito por Vivian às 15h32
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...abro aspas
não posso gritar descobri que a felicidade tem sono leve
há em terras longínquas, sonhos retratados em microfilme
coloco uma película transparente sobre meu telhado de vidro se ele quebrar, tenho proteção
misturo-me entre areias e cisos mordeduras e demolições há ali fora uma chuva fina no ar que me nubla os olhos e a mente
shiuuuuuuuuu!!
a felicidade ainda está dormindo... deixa ela quieta, deixa
shiuuuuuuuuu!!
fecho as aspas...
Escrito por Vivian às 18h47
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